Urubus envenenados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia 20 de março de 2015 quando Lucas Cabral chegou proximo à sua casa, havia uma carcaça no solo e muitos Urubus-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) em volta e se alimentado, Lucas percebeu que algumas aves estavam estranhas e foi conferir de perto. Graduando em medicina veterinária, Lucas notou que os urubus estavam com problemas (uns cambaleando, outros deitados), então imaginou que a carniça poderia estar envenenada.

 

Imediatamente Lucas queimou a carcaça para evitar que outros urubus se alimentassem. Então ele levou os  dois urubus com sintomas de intoxicação que não conseguiram voar para sua casa; ao chegar em casa realizou uma lavagem com água morna via oral e após alguns minutos as aves passaram a vomitar, em seguida ministrou um anti-histamínico e soro.

 

No dia 21 Lucas observou melhora nas aves e ambos comeram 1 camudongo cada, logo após ele soltaria os animais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                             

 

Porém este parece não ser o caso das aves descritas neste relato, Lucas acredita que as pessoas estão envenenando carcaças para matar cães e gatos de rua.

 

Lucas irá procurar animais que morreram com os mesmos sintomas na área para encaminhar para necrópsia e tentar chegar ao diagnóstico. Até o momento já coletou fezes e sangue e entregou ao professor de Bioquímica da Universidade Federal do Vale do São Francisco numa tentativa de descobrir a substância responsável pela intoxicação.

 

Os resultados detalhados serão publicados em um artigo cientifico. A ANF irá divulgar para conhecimento de todos.

 

Devido ao seus hábitos alimentares, os urubus têm importante papel sanitário, pois retiram material orgânico em decomposicação da superfície do solo. 

 

Lei 9.605, Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida é crime.

"No passado estas aves foram perseguidas e envenenadas com estricnina em carcaças abandonadas por fazendeiros, acusados de transmitirem doenças aos rebanhos ou por eventualemnte atacarem cordeiros e bezerros recém nascidos".

Assista ao vídeo!